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This love

Estava nervosa, mas deu para registrar alguma coisa…

Quando o Maroon 5 confirmou show no Brasil este ano, não conseguia conter minha enorme felicidade. Há mais ou menos uns 4 anos, presenciei meu primeiro show da banda, na HSBC Arena. Foi tão especial, estava completamente envolvida desde quando ouvi “Songs about Jane”. Eles ainda cantaram “Sweetest goodbye”, última faixa do álbum que fiquei pedindo enloquecidamente no show (e juro que senti uma troca de olhares com o Adam Levine).  Eu era uma fã, entre milhares, querendo pular da grade do nível 1 para ficar o mais perto possível. Não deu.  Mas, ontem, foi bem diferente.  Minha emoção já começou ao saber que estava na pista premium (graças ao trabalho!), fui aos poucos entrando no meio do povo. Quando vi, já estava bem perto do palco, ao lado de algumas adolescentes que estavam incomodadas com gritos de fãs e passaram a gostar da banda por causa de “Moves like Jagger” (Queridas, vocês eram crianças quando eles começaram e eu já ouvia as melhores músicas deles no meu mini system da Aiwa!).

Duas outras adolescentes bem altas e acima do peso, queriam ficar bem na minha frente. Uma injustiça física, já que não faria diferença para elas trocarem de lugar comigo e estava fazendo uma ENORME para mim. Ok, aguardei as luzes se apagarem e quando o show começou,  estava na segunda fila, vendo cada movimento de perto de Adam Levine (que pele!) e companhia. Outra sensação, uma emoção diferente. Nem percebi que atrás de mim tinham mais de 15 mil pessoas, até “She will be loved” chegar… Não chorei, mas cantei, gritei (menos do que imaginava até), vibrei  e dessa vez, infelizmente, não teve aquela troca de olhares com o Adam Levine. Mas, como foi bom ver de perto, sem ser amassada, o quanto uma das minhas bandas favoritas é talentosa e consegue fazer as músicas ficarem ainda melhores ao vivo do que nos CDs, simplesmente com os próprios instrumentos, sem efeitos especiais ou troca de figurinos. Acordei? Não, era tudo verdade.

Campanha do dia: Se você está num show, é para aproveitar. Grite, dance, cante! Caso contrário, assiste a um DVD em casa ou fica lá trás. Fã de verdade é que merece ficar na grade!

O baixista Rodrigo Santos confirmou que o Barão Vermelho finalmente vai voltar aos palcos. Enquanto estava distraída, tentando lutar no meio de tanta gente que passava de uma lado para outro para conseguir ficar perto de minhas amigas, Rodrigo Santos estava empolgado no palco com a animação do público.  Em show solo na sexta-feira (17/08) no Rio Scenarium, especialmente quando relembrava clássicos da banda como “Bete Balanço” e “Por você”, Rodrigo feliz fez o anúncio: “Eu e o pessoal do Barão Vermelho nos reunimos essa semana e decidimos sair em turnê a partir de outubro.” Os fãs comemoraram instantaneamente com muitos gritos e aplausos, já que desde 2007, o grupo está de férias, com cada integrante investindo em um projeto individual. A apresentação contou ainda com Fernando Magalhães na guitarra para reforçar ainda mais o clima otimista da reunião. O guitarrista do Barão Vermelho ganhou vários elogios do parceiro Rodrigo Santos: “Ele é o cara mais gente fina do planeta”. Então, agora é só esperar mais informações sobre os shows.

Na hora pensei: tomara que não tenha nenhum jornalista perdido por aqui, porque nesse mundo da música, essa informação vai ser um furo! Depois que a euforia passou, Rodrigo Santos ainda atendeu a pedidos de bis e cantou mais umas cinco músicas de outros artistas. E foi a minha primeira vez no Rio Scenarium, fato que voltarei. Quem sabe para presenciar mais um fato musical quente..

Campanha do dia: Fique atento! Quando você menos espera, alguém compartilha uma informação quente (nem sempre para você,

Um sábado lindo no Rio de Janeiro! Branquinha chega na praia do leme em busca de água fresca e ganhar uma corzinha em paz, com a mãe e irmã.  Tem espaço na areia sobrando e o mar está, para sua surpresa, calmo e limpo. Bons sinais. Alguns amigos aproveitam para fazer uma rodinha e bater uma bola, por volta das 13h. Ué, mas não tem uma lei dizendo que só pode depois das 17h?! Como ninguém reclama, o jogo segue em frente. Outro grupo se junto ali perto com outra bola. Um salva-vidas passa e nada faz. Mais alguns ratos de praia se levantam otimistas para também jogar bola. Outro salva-vidas passa e parece nem notar. Dois adolescentes percebem que está tudo liberado e se animam. Mais uma roda surge com mais uma bola. Branquinha está com calor e, por causa da insistência da irmã, decide entrar no mar tão limpinho e calminho (uma raridade no leme!). A água está fria demais para seu gosto, branquinha prefere ficar na beira. Mas tá difícil encontrar um espaço ali perto de tantas rodas de futebol, hein?! Bolas vão e bolas vem…ora bolas, ninguém vai reclamar, nem o salva-vidas que está passando num “trator”?! Os adolescentes quase acertam branquinha e ela não se contém. Pega a bola e diz: Não vou devolver!

Adolescente (com cara de assustado): Mas a bola é minha!

Branquinha (irritada): Não vou devolver!

Adolescente (com cara de nervoso): Eu quero a minha bola!

Branquinha sai revoltada pela areia com a bola na mão e vai até a cadeira em que sua mãe está assando no sol, reclamando muito: Isso é um absurdo! É proibido jogar bola nesse horário perto da água!

Adolescente segue branquinha, também revoltado e com uma certa tristeza no olhar: A bola é minha, você tem que devolver!

A mãe de branquinha pega a bola e entrega para o adolescente, que agradece e volta a jogar, no mesmo lugar de antes, com o mesmo amigo.

É branquinha, você está certa, mas se as autoridades não se importam e tem muito mais errados do que certos na briga, vence quem tem mais gente no time. Branquinha resolve ir embora, revoltada.

Campanha do dia:  Cada um no seu quadrado! Não jogue bola perto do mar antes das 17h. A praia não é sua.

Como é bom caminhar por uma rua e não ter que passar por um saco plástico largado, um papel amassado ou outros lixos sujos. O que parece ser um sonho no Rio de Janeiro (e um bom motivo para os garis precisarem passar em testes físicos para exercerem a função) em Paris é uma realidade. A cidade já é linda, com prédios harmoniosos, história por todos os lugares e as ruas limpas tornam-se um charme a mais. Qualquer pessoa fica até constrangida em deixar um objeto largado.

Nos restaurantes e lanchonetes, as mesas livres estão sempre esperando o próximo cliente. Não vi ninguém com aquela mania horrível de deixar pratos e copos usados largados para alguém limpar (ou os atendentes são bem rápidos ou as pessoas já adquiriram o hábito  de limpar sua própria sujeira). Até o banheiro de um trem e do McDonalds têm condições higiênicas básicas para uso. Ótimo para os  turistas que querem ficar o dia inteiro visitando a cidade. As luzes deixam a limpeza mais evidentes, especialmente em lugares sofisticados como a Galeria Lafayette. O chão é quase um espelho.

Os garis de Paris trabalham menos e a cidade agradece.  Equanto isso, no Rio de Janeiro…

Campanha do dia:  Bem simples: Jogue o lixo no lixo

Procurei, mas não achei sujeira nas ruas nobres de Paris

Tudo limpinho, em frente ao Moulin Rouge

Imagina se em uma loja dessas alguém encontraria sujeira..

Galeira Lafayette

No jardim do Palácio de Versalhes

É impossível negar, o Rio de Janeiro tem belezas naturais impressionantes. Mas ao chegar em Paris tive uma certeza: o Rio de Janeiro seria ainda mais lindo se investisse no paisagismo. É incrível como cada praça, jardim ou parque em Paris é tão bem cuidado. Cada flor parece receber um tratamento especial. O resultado vale a pena. Ficaria horas sentada numa cadeira (que não é de cimento, como aqui) admirando a natureza ajustada para deixar um lugar simples tão encantador para os olhos e alma. É um cenário de filme romântico a cada esquina para todos se apaixonarem. Pena que, às vezes, um pombo abusado chega para atrapalhar, como aconteceu no Jardin des Tuileries (em frente ao Louvre). Não adianta bater o pé, os pombos atacam sua comida. Acredite, um tentou bicar meu sanduíche no ar, batendo as asas na minha frente, quase em estilo Matrix.

Pombos a parte, os jardins e parques de Paris são lindas surpresas. As cores das flores combinam e a natureza cria caminhos, como se fossem molduras, por onde você passa. O Jardim de Luxembourg tem fontes, patinhos nadando e horário para fechar (acho que também é o que menos tem pombos). Consegui ficar apenas 15 minutos, já que os guardas começaram a apitar e pedir enfaticamente para todos se retirarem. Deve ser a hora que os especialistas em jardinagem entram e, secretamente, cuidam das plantas.

Mas nada se comparar ao jardim do Palácio de Versalhes. Especialmente no dia que fui, era necessário pagar 3 euros para entrar, porque estava tocando música clássica (nos demais dias do ano a entrada é gratuita). Achei que era falta de sorte, já estava com problemas financeiros e logo no dia que visito o jardim tem que pagar? Quase não entrei. Mas, a Carol me convenceu. Paguei e como valeu a pena! O lugar é IMENSO, que mesmo caminhando quase uma hora, você conhece só uns 3%. Tem carrinhos (como os usados no Projac e em campos de golf), barcos para passear nos lagos e muitas flores raras. Cada pedaço parece receber um cuidado especial. Com a música, parece realmente que você está em um cenário de ficção ou em outra época. Ainda tive a sorte de presenciar um balé das águas no Bassin du Miroir (fonte dos espelhos). As fotos não conseguem expressar a beleza do lugar, é preciso ver para crer. No fim, tinha até esquecido que reclamei em pagar 3 euros.

Ah se as praças cariocas se preocupassem menos com balanços e gangorras coloridos ou em estátuas e estruturas “modernas”. A natureza é sempre um espetáculo único!

Campanha do dia: Plante uma árvore, de preferência em alguma praça da cidade para ver se ela cresce e deixa o lugar mais bonito.

Jardin des Tuileries, longe dos pombos

Em uma rua qualquer de Paris...

Jardim de Luxembourg

No jardim do Palácio de Versalhes

No jardim do Palácio de Versalhes

Ainda no jardim do Palácio de Versalhes

Chegando no balé das águas

O Rio de Janeiro é uma cidade linda e sabe disso. Mas para manter tanta beleza, quem paga o preço são os admiradores. É bem difícil fazer um passeio bom sem gastar nada. Só uma água custa, no minímo, R$ 2,00 na mão do vendedor com o isopor mais básico. A passagem de ônibus subiu para R$ 2,75 (sem ar condicionado e para uma única viagem). Deve ser porque estamos quase no primeiro mundo e numa cidade super turística, né? Bom, Londres é uma cidade de primeiro mundo, está sempre repleta de turistas e a água é de graça. Isso mesmo, a água da pia é potável. Você só precisa escolher a torneira fria ou quente, encher seu copo e garrafa e beber. Além disso, um bilhete de metrô  custa € 4,50 para ser utilizado durante 24 horas, em quantas viagens você fizer. O vagão é lindo, limpo, fresquinho e diversas linhas levam você para todos os lugares possíveis.

Um lugar incrível como a National Gallery é de graça. Mais de 2.300 obras de artes impressionantes e raríssimas de nomes como Monet, Van Gogh, Cézanne em várias salas, em exbição permanente, e você não paga nada. Tudo bem, se não quiser se perder, precisa pagar pelo mapa. Mas quem se importa em se perder lá dentro?! De qualquer forma, sempre tem um funcionário para orientar os perdidos. Logo, o mapa nem é tão essencial assim.  Os parques também são uma ótima opção de passeio. Enquanto nas praias do Rio de Janeiro o aluguel diário de uma cadeira custa em média R$ 3,00, no Hyde Park é de graça. Você fica ali, admirando a paisagem (tem até esquilo! Uma fofura!) e ainda tem um lugar para sentar, limpo, inclusive.

Eduardo Paes, será mesmo que os serviços do Rio de Janeiro precisam custar tão caro assim? Se a desculpa é a qualidade, então Londres precisa rever os conceitos. Melhor cobrar o equivalente ao salário mínimo no Brasil para qualquer pessoa simplesmente sair de casa.

Campanha do dia: Preserve as cadeiras que você alugou e o transporte público. Já pagamos bem caro por isso tudo.

Relaxando num típico parque de Londres

 

Na porta da National Gallery, lá dentro não podemos tirar fotos

Eu, Carol e Maite na porta da National Gallery, lá dentro não podemos tirar fotos

Hyde Park, eu fui!

Os turistas são alvos fáceis. Mapa e/ou câmera na mão, idioma local com sotaque acentuado, traço físicos diferentes dos habitantes tradicionais e aqueles olhos brilhando. Alguns espertinhos acham que cobrar a mais por um serviço comum (como alugar uma cadeira de praia) não vai fazer mal. Afinal, estrangeiros estão ali para gastar. Em Londres, eu tinha todos os sintomas de uma típica turista, mas nem quando estava bem distraída abusaram da minha boa vontade gringa.

Assim que cheguei na cidade, descobri que não poderia tirar dinheiro no caixa eletrônico do meu banco. Não tinha nenhuma Libra, mas alguns Euros. Era sexta-feira, precisava falar com o banco, mas tomadas, telefones e fuso horário não colaboravam e não conseguia falar com minha família.  Maite e Carol me ajudaram bastante durante os dias de crise financeira que só seriam levemente amenizados na segunda-feira. O único jeito era ir numa casa de câmbio e trocar os Euros que restavam.

Um indiano me atendeu e embora falasse inglês (que parecia um dialeto bem esquisito!), a comunicação não estava fácil. O básico entendi e pedi que convertesse parte das minhas economias disponíveis para libra. Na pressa e no desespero com a minha situação inesperada acabei entregando 20 euros a mais. O indiano britânico percebeu e disse: “Poderia enganar você, mas não vou fazer isso. Você me deu 20 euros a mais. Cuidado!”. Agradeci muito, pois 20 euros ou qualquer centavo estavam fazendo muita falta naquele momento. Depois da confusão, redobrei minha atenção e meu dinheiro só andava grudado comigo (literalmente, em alguns momentos!). A sorte tinha brigado comigo assim que pisei na cidade do Harry Potter (acredite!), mas com tanta gente bonita, educada e honesta no caminho, não podia reclamar. Lumus! Londres me conquistou.

Campanha do dia: Vai vender milho, pipoca ou qualquer quitute? Cobre o preço igual para todo mundo! 

As moedas que vendiam na loja do Palácio Real estavam numa inflação...

Turista gosta de admirar...

Como tem gente bonita em Londres...

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