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Pombos na praia de Ipanema. Aposto que procuram comida.

Pombos na praia de Ipanema. Aposto que procuram comida.

Os pombos praticamente já fazem parte da fauna carioca. Em qualquer lugar, inclusive na sua janela, alguma ave cinzenta (na maioria das vezes) marca presença. Começo a acreditar que o convívio com os seres humanos está fazendo mal para o comportamento deles. Sempre preferi manter certa distância (só de pensar em pombo me dá até coceira!), mas parece que eles não entendem minha posição. Essa semana, num dia comum nem tão ensolarado assim na praia do leme, fique chocado como tinha mais pombo do que gente na praia. Fiquei mais chocada ainda quando percebi que grupos de 5 a 6 aves estavão se reunindo para fazer a limpa nas barracas vazias (seja porque as pessoas foram embora ou simplesmente porque estão no mar).

Em meio a “brus brus brus” o grupo revirava (isso mesmo, revirava) caixas de isopor e catava comida na areia. Alguns, mais folgados ainda subiam nas cangas estendidas e nem se importavam se alguém estava ali perto. A situação começou a fica preocupante quando um grupo de mais de 12 pombos (isso mesmo!) começou a atacar os restos de sanduíche que um vendedor deixou na areia. Por mais que dois rapazes sentados ali perto jogassem areia na direção das aves e até mesmo sacudissem a toalha em cima deles, os pombos não se retiravam. Perceberam que estavam em maioria.  Resolvi ir embora antes que a situação ficasse pior. Já tinha visto demais.

Campanha do dia: Pare de dar comida humana para os pombos! Eles estão ficando mal acostumados e muito perigosos!

Em mais uma festa da cidade a animação toma conta. O lugar está cheio e alguns estão dançando com um copo na mão. Até que começa a tocar aquela música sensacional. E no meio dos gritos e saltos de empolgação lá se vai a bebida para o chão. Na trajetória, parte (ou até mesmo tudo para aqueles menos sortudos) para na roupa, cabelo, sapato alheio. A cena repete-se mais de uma vez.  As horas vão passando e é só olhar para o chão (ou até mesmo tropeçar) que é possível perceber a presença de cacos de vidro, latinhas, copos e muito liquido misturado. É por isso que não vou de sandália baixa. Saio com dor nas costas de tanto dançar em cima do salto, mas meus pés estão protegidos (em grande parte dos momentos).

Campanha do dia:  Se for dançar, não beba. A produção alheia agradece.

Gentileza gera Gentileza, simples assim.

Gentileza gera Gentileza, simples assim.

O dia estava quente. Entrei em um micro ônibus de ar condicionado vazio e estava relaxada aproveitando a geladinho.  Na minha frente, estava sentada a senhora Loira.  Em um dos pontos entra a madame Gafe com um bolsa e um mala de carregar relativamente vazia.  Eu soube disso porque fui uma das pessoas quem levou uma malada na cara quando ela passou. A senhora loira também não gostou, mas por que esquentar mais a cabeça com aquele calor todo? vamos deixar passar. Até que três pontos depois, madame Gafe se levanta e mais uma vez acerta a senhora Loira (eu consegui escapar dessa vez). Dessa vez, ela não deixou passar e falou alto e irritada: “De novo, minha filha! Agora já é demais! É a segunda vez que você me acerta com essa mala! Olha por onde anda!.” Madame Gafe olhou, não se importou e desceu do ônibus sem pedir desculpas ou dizer qualquer palavra. Senhora loira continuou reclamando e ainda protestou: ” Essa mulher nem pede desculpas, uma falta de educação e respeito.” Se madame Gafe tivesse usado a palavrinha mágia na primeira malada, com certeza a senhora loira não teria se alterado e eu também não estaria chamando-a de madame Gafe. A imagem dela seria bem melhor, assim como a de muitas pessoas que parecem desconhecer palavrinhas tão simples, mas que podem mudar tanto para melhor uma situação.

Campanha do dia: Use por favor, obrigada, desculpas ou com licença quando for necessário. Faz bem para todos.

Imagine se as salas de cinema do Brasil fossem tão animadas quanto essa do Reino Unido?

Imagine se as salas de cinema do Brasil fossem tão animadas quanto essa do Reino Unido?

O cinema é um lugar feito exatamente para garantir a máxima concentração do telespectador. Por isso, é escuro e deveria ser silencioso. No entanto, é comum alguém resolver colocar o papo em dia justamente durante o filme que você pagou para assistir.  Semana passada, presenciei um grupo de amigos entrarem às gargalhadas  na sala escura com pipoca e cerveja na mão. O filme já tinha começado, mas isso não fazia diferença para eles.  O grupo demorou para sentar e resolveu contar alto algumas piadas para alegrar a sessão.  Em resposta receberam um sonoro “shuuuuu”, que não os intimidou. Continuaram conversando durante o filme e, pelo menos, depois de certo tempo, as vozes baixaram de tom.  Pelo menos o filme era bom.

Campanha do dia: Não fale alto durante o filme! Você pode fazer isso de graça do lado de fora, sem incomodar ninguém.

Feliz 2010!!!

Feliz 2010!!!

O ano de 2009 já está indo embora e retrospectivas brotam por todos os lugares. Cansada de relembrar os mesmos fatos, a  inspiração e o egocentrismo tomaram conta de mim e resolvi refletir sobre  minha vida nesse ano. Foi muito melhor do que eu esperava. Sem planos, formada e sem emprego, estava assustada e frustrada.  Porém, surpresas felizes naturalmente fizeram parte do meu caminho e o balanço geral foi bastante positivo. Acompanhe alguns dos meus passos:

Janeiro: Depois de assistir aos belos fogos na praia do forte, em Cabo Frio, fiquei alguns dias vivendo momentos de sol e água fresca. Encontrei amiga de faculdade (Luciana!) e estava com a família e com os ingressos para o show dos Backstreet Boys nas mãos (uhul!!). A deliciosa sensação de férias pós momentos de tensão no antigo estágio e monografia era deliciosa.  Dia 17 foi meu aniversário! às 7:30 estava no curso de webdesign pela primeira vez. Comemorei meu nascimento em vários dias,com almoços, jantares e dançando muito em duas boates cariocas. (minha irmã detestou ter sido a primeira a chegar em uma delas e considerou isso uma grande gafe). Uma briga feia entre meu pai e minha irmã fez com que eu exercitasse bastante meu lado diplomática (pelo menos tentei). Fora isso, um mês de praia e festa.

Fevereiro: Carnaval chegou e lá fui eu para vários blocos na cidade. Eu e Lili animadíssimas no “Simpatia e quase Amor” fomos convidadas para a área VIP envolvida por uma corda e pertinho da bateria. Fiz a inscrição para disciplinas em publicidade e confirmei minha volta às salas de aulas. Também me despedi do povo da facul em um MARAVILHOSO passeio de barco em Itacuruçá e Angra, numa comemoração pré formatura.

Março: As aulas começaram. Quase nenhum rosto conhecido pelos corredores da faculdade. Momentos de readaptação, mas felicidade por voltar a vida de estudante usando jeans no lugar da calça social. O momento auge foi o melhor sábado do ano.  Show dos Backstreet Boys no Citibank Hall! De manhã, peguei um ônibus até a Barra. Tatiane, Camila, Luciana e, claro, minha irmã Mar, estavam na fila, com várias fãs desde às 13h até a entrada triunfal às 21h. O palco estava tão perto. Fiquei amassada, mas vi de muito perto os olhos de Brian, A.J, Nick e Howie. Foi simplesmente SENSACIONAL! No dia seguinte, ainda tomada pela energia de fã, fui até o hotel fingindo ser gringa. Entrei na área de hóspedes, mas nada deles. Esperei na porta e consegui um aperto de mão do meu querido Howie! SENSACIONAL (X10)

Abril: Coelhinho da páscoa foi generoso e deixou chocolate para o ano todo. Foi nesse feriado que eu e Mar viajamos para Friburgo para fazer muitas comprinhas e nos aventurarmos no teleférico. Também descobri a Pista 3, graças a Carol. Muitas noites divertidas desse ano aconteceram lá (Backstreet Boys, Spice Girls, Bon Jovi, Beyoncé, todos reunidos na mesma festa).

Maio: Subi no palco e me senti uma grande celebridade no dia da minha colação não oficial. Com direito a fogos, vídeos de depoimentos, discurso e muitas emoções. Também foi o mês do tradicional almoço de aniversário do meu Pai e também do dia das mães.

Junho: Não poderia deixar de aproveitar os arraiás juninos. Festinha da São João Batista com momento especial Michael Jackson (em todos os lugares), muita pamonha no arrasta pé do Iate Clube (reencontro com a Caroline, que não via há muito tempo) e quantas guloseimas na Lauro Miller. Uma colega querida infelizmente nos deixou (Fernanda Piano) e finalmente me fomei oficialmente, numa bela manhã de Sábado. Fiz minha família se perder no caminho de volta, mas o importante é que todos chegaram bem e tornei me jornalista, com diploma (ainda acho importante, mesmo que a lei não diga o mesmo)

Julho: A gripe Suína atrasou o recomeço das aulas, mais uma semana de férias para minha mãe e para mim!Muitos problemas e dores de cabeça com matrículas na faculdade e primeiras impressões e expectativas para o começo do curso de rádio e TV. Pela primeira vez vivo a experiência do mundo 3D (muito divertido!), assistindo a “Era do Gelo 3″. Nasce o querido cotidianourbano.wordpress. com e começo a exibir as gafes dos cariocas numa tentativa de lutar por um Rio de Janeiro melhor e desabafar.

Agosto: Recomeço das aulas e novamente perdida no meio de rostos desconhecidos, inclusive de portuguesas.  Encantei-me pelo curso, embora não estivesse sendo fácil fazer novas amizades, até a Joana aparecer e compartilharmos  as dificuldades de transporte nas vans e ônibus 592. Uma nova amiga muito querida. Também ganhei muitos brindes e comecei com mais força ainda a busca por uma vaga de estágio na Mostra Puc. Ultralove cats especial Madonna chocou minha irmã.

Setembro: Tensão total. Trabalhos brotando na faculdade. Maite me abandona em Mídia I. Esqueci o aniversário do meu melhor amigo (Luiz, sorry!) e mais problemas com matricula na faculdade. O festival do Rio começou e me divertir bastante. Vi um filme maluco de uma chinesa (bem caído) e um outro francês sobre um adolescente gay rebelde (engraçado). A novela dos empossados da UFRJ terminou e minha aula de cinegrafia começou.

Outubro: A maratona dos processos seletivos começa. Provas on lines e dinâmicas bombando e eu me sentindo no aprendiz sem câmeras e Roberto Justus. Muita correria na Bienal do Livro e eu saí de lá sem um único exemplar nas minhas mãos para meu arrependimento. No entando, por acaso, fui convidada para entrar na disputadíssima palestra da autora Meg Cabot (Diário da Princesa!) e a assistir de perto a histeria de várias adolescentes sonhadoras.

Novembro: Stress na faculdade. Trabalhos se multiplicando, criação de uma intervenção urbana musical num ônibus que não aconteceu, aniversário da minha irmã comemorado em três dias.

Dezembro: Uma chuva torrencial me deixou presa na UFRJ das 19h às 23h. Gravei minha primeira cena, com direito a atuação. Férias chegaram na maioria das matérias da faculdade (exceto mídia 1) Comecei a participar de um projeto audiovisual sobre o transtorno do pânico. Comemorei o aniversário da minha mãe, participei de e presenciei alguns barracos familiares. Ganhei convites para o Vale Open Air, que simplesmente deveria existir sempre de tão legal que foi.Papai Noel deixou comidas e presentes ótimos e finalmente, quase no último dia do ano, consegui um estágio maravilhoso!Hoje, com chuva ou Sol estarei em Copacabana comemorando e recebendo 2010 de braços abertos.

2009 foi o ano do recomeço para mim. No meio dessa caminhada, muitos sentimentos diferentes e uma certeza: 2009, assim como todos os anos de minha vida, só foi feliz por causa das pessoas tão maravilhosas e especiais presentes em minha vida. Amo todos vocês! Não tenho dúvida, 2010 tem tudo para ser um ótimo ano se todos vocês estiverem ao meu lado! Paz e saúde para todos!

Campanha do dia: Seja Feliz!!!

Pescaria

Peixe fora d'água

Peixe fora d'água

Ontem, entro no ônibus 2113 para ir até a Barra da Tijuca. O trajeto é longo, mais de uma hora, mas pelo menos no ar condicionado. No entanto, o chão está molhado e um cheiro de peixe toma conta do lugar. Se fosse um aroma delicioso como o de flores, chiclete ou até mesmo de chocolate era até aceitável, mas peixe??Sim, um senhor estava com uma sacola cheia de peixes recém pescados, com direito a água escorrendo e tudo. Já que não tinha jeito, resolvi me sentar longe dali. Porém, não satisfeito com a sujeira, o senhor se levanta e senta-se no banco do fundo. O rastro de água e o delicioso aroma ficam ainda mais intensos. As reclamações alheias não pareciam incomodá-lo.  Quando desci, fiquei tão aliviada que o calor absurdo do lado de fora nem incomodava tanto. Agora sim, podia respirar.

No entanto, essa não foi a primeira vez que passei por isso. Outra vez, voltava de Niterói, em um ônibus fechado de ar condicionado, e duas senhoras entraram com várias sacolas de peixe. Um deles estava apenas enrolado num pedaço de jornal, já que pelo tamanho não deveria ter sacola suficiente para guardá-lo. Gostaria apenas de entender por que as pessoas decidem comprar/pescar peixe tão longe? Não tem isopor para carregar? Pelo menos o transporte poderia ter janelas para polpar os demais que também pagaram a passagem.

Campanha do dia: Se pescar, não leve o peixe num ônibus de ar condicionado.

ônibus da linha 409

ônibus da linha 409

A capa do jornal O Globo de Domingo destacava uma matéria sobre as multas por alta velocidade recebidas por ônibus. Um exemplo já comentado por uma leitora do blog no dia 02/11 são os abusos da linha 409 (“Que tal, você fazer um post sobre a linha infernal 409 e a falta de respeito com os usuários que precisam trabalhar e os motoristas mal treinados não param nos pontos?”).  Este é o único ônibus que serve para a leitora ir para o trabalho. Caso contrário,  ela precisa subir uma ladeira enorme para chegar exausta ao seu destino final.  Pensando nisso, tia Delma (como a leitora é conhecida pelos seus alunos) só consegue  sair de casa às 11h45.  Tempo de sobra para chegar às 12h30, já que o percurso dura cerca de 15 a 20 minutos. Ao chegar no ponto do Largo dos Leões, várias vezes um dos ônibus passa em alta velocidade e por mais que os possíveis passageiros façam sinal, o motorista passa direto. Logo em seguida vem outro apostando corrida com aquele que já passou ignorando o ponto. Este também passa direto na maioria das vezes. Depois, o próximo carro demora bastante, fazendo com que tia Delma não consiga chegar no horário certo.

Quando um dos ônibus resolve parar, tia Delma e outros passageiros reclamam com razão e já cansaram de escutar: “Estamos atrasados, se pararmos no ponto não ganhamos hora extra.” Uma vez, tia Delma respondeu: “Esse é seu trabalho. Se o ônibus não para, chego atrasada e quem é descontada sou eu.” Tia Delma e outros passageiros desse horário já ligaram para a empresa reclamando e a situação continua a mesma. As multas por alta velocidade continuam chegando, os motoristas tentam descontar a frustração de não estarem participando da fórmula 1 e, pelo menos por um mês, Tia Delma está de férias e pode esquecer um pouco o 409.

Campanha do dia: Motorista, pare no ponto! É o seu trabalho levar os passageiros com segurança ao destino  desejado.

Congestionamento Natalino

Quando pensava que o conceito de engarrafamento só pudesse ser aplicado aos carros, sou surpreendida pela intensa movimentação natalina e suas consequencias.  Em uma calçada estreita onde só passam uma pessoa por vez, um dos pedestres resolve parar para falar no celular. A fila instantanemente se forma e a movimentação fica mais complicada. A vantagem é que não existe buzina, um simples pedido de “licença” já é suficiente na maioria dos casos (em alguns é preciso repetir mais de uma vez aumentando o volume vocal). Outro dia, na mesma calçada duas moças resolveram engatar uma conversa animadíssima e esqueceram que outras pessoas também usavam a calçada para passar.

Em tempos de compras de Natal, outras vias de intensa movimentação se localizam nos shopping centers. Ontem, um grupo resolveu estacionar em frente a uma escada rolante. O caos foi instantâneo. O congestionamento incomodou vários pedestres que começaram a reclamar em alto e bom som. O grupo nem se importou e continuou onde estava, deixando apenas espaço para uma pessoa. E assim o trânsito dos pedestres até parece os de carros em horário de pico. Só faltou o Papai Noel desejando Feliz Natal.

Campanha do dia:  Pedestre, evite parar em vias congestionadas tipo entradas e saídas de escadas rolantes e calçadas estreitas.

Fom Fom!

Buzinas incomodam muita gente!Trânsito caótico por causa da chuva e a vontade é simplesmente apertar um botão e ser automaticamente transportada para outro lugar. Deve ser essa a motivação de quem decide apertar insistentemente a buzina.  O problema é que a pessoa mesmo percebendo que continua parada, decide insistir no barulho. Ou seja, o que já tá ruim fica ainda pior.

Essa semana presenciei essa situação. Já passava da meia noite e a minha rua continuava engarrafada. Vários motoristas desesperados começaram a pressionar a buzina. Aquele barulho ecoava pela noite e invadia meu quarto e não me deixava dormir (e acredito que meus vizinhos também).  Provavelmente os motoristas acreditavam que em algum momento iriam ser teletransportados caso continuassem apertando o botão ou simplesmente pensavam: “Se eu não posso estar em casa dormindo, vou incomodar todo mundo que tenta”. Resolveu? Não, os carros continuaram no mesmo lugar por muito tempo até finalmente o trânsito voltar ao normal. E eu que simplesmente não estava engarrafada também tive que esperar os carros andarem para ter paz.

Campanha do dia: Buzinar não faz o trânsito andar, então só aperte o botão quando precisar fazer um alerta.

Hexa

Massa  flamenguista

massa flamenguist

O Flamengo é a maior torcida do Brasil. (Minha irmã protesta dizendo que é o Corinthias) Tanta gente reunida vestida de vermelho e preto (as cores têm efeito subliminar) pode ser a causa também de tanta violência e falta de educação. O que foi o caos na cidade no Domingo? Eu não estava assistindo ao jogo, mas sabia o resultado.  Palavrões altos  ecoam pelo ar, fogos, tiros e eu tentando fazer um trabalho da faculdade…(fazer o que, eu tinha que acabar o trabalho naquele dia e infelizmente no mesmo dia acontecia a final do campeonato brasileiro). O jogo acabou e a cidade entrou em surto.  Pontapés e bares sendo quebrados no Leblon ( e olha que eles venceram!), engarrafamento do Rebouças porque os flamenguistas queriam parar o trânsito para comemorar, policiais em desespero para conter a bagunça no Maracanã. Enfim, quem não é flamengo que aguente.

Ontem (dia seguinte da vitória) o desfile com camisas rubro negras foi inevitável. Nas barcas, sentei perto da janela para olhar a paisagem e sentir um vento no rosto. Eis que mais um flamenguista resolve atrapalhar o meu caminho (às vezes acredito que é pessoal). Ele resolve ficar parado na varanda da barca, em frente a passagem de ar da janela onde eu estava. Não tinha mais ar entrando, nem paisagem. Apena a visão da camisa escrita Adriano. Futebol é a catarse dos brasileiros, mas se os flamenguistas fossem mais equilibrados a cidade agradeceria muito (e eu com certeza não implicaria tanto assim com o time).

Campanha do dia: Flamenguistas comemorem, mas não apelem para a violência e transformem a cidade no caos.

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