Os turistas são alvos fáceis. Mapa e/ou câmera na mão, idioma local com sotaque acentuado, traço físicos diferentes dos habitantes tradicionais e aqueles olhos brilhando. Alguns espertinhos acham que cobrar a mais por um serviço comum (como alugar uma cadeira de praia) não vai fazer mal. Afinal, estrangeiros estão ali para gastar. Em Londres, eu tinha todos os sintomas de uma típica turista, mas nem quando estava bem distraída abusaram da minha boa vontade gringa.
Assim que cheguei na cidade, descobri que não poderia tirar dinheiro no caixa eletrônico do meu banco. Não tinha nenhuma Libra, mas alguns Euros. Era sexta-feira, precisava falar com o banco, mas tomadas, telefones e fuso horário não colaboravam e não conseguia falar com minha família. Maite e Carol me ajudaram bastante durante os dias de crise financeira que só seriam levemente amenizados na segunda-feira. O único jeito era ir numa casa de câmbio e trocar os Euros que restavam.
Um indiano me atendeu e embora falasse inglês (que parecia um dialeto bem esquisito!), a comunicação não estava fácil. O básico entendi e pedi que convertesse parte das minhas economias disponíveis para libra. Na pressa e no desespero com a minha situação inesperada acabei entregando 20 euros a mais. O indiano britânico percebeu e disse: “Poderia enganar você, mas não vou fazer isso. Você me deu 20 euros a mais. Cuidado!”. Agradeci muito, pois 20 euros ou qualquer centavo estavam fazendo muita falta naquele momento. Depois da confusão, redobrei minha atenção e meu dinheiro só andava grudado comigo (literalmente, em alguns momentos!). A sorte tinha brigado comigo assim que pisei na cidade do Harry Potter (acredite!), mas com tanta gente bonita, educada e honesta no caminho, não podia reclamar. Lumus! Londres me conquistou.
Campanha do dia: Vai vender milho, pipoca ou qualquer quitute? Cobre o preço igual para todo mundo!




Boa, Tati. Tô louca pra conhecer Londres!
Si, você vai amar! Vale muito a pena. Eu quero muito voltar