O Rio de Janeiro é uma cidade linda e sabe disso. Mas para manter tanta beleza, quem paga o preço são os admiradores. É bem difícil fazer um passeio bom sem gastar nada. Só uma água custa, no minímo, R$ 2,00 na mão do vendedor com o isopor mais básico. A passagem de ônibus subiu para R$ 2,75 (sem ar condicionado e para uma única viagem). Deve ser porque estamos quase no primeiro mundo e numa cidade super turística, né? Bom, Londres é uma cidade de primeiro mundo, está sempre repleta de turistas e a água é de graça. Isso mesmo, a água da pia é potável. Você só precisa escolher a torneira fria ou quente, encher seu copo e garrafa e beber. Além disso, um bilhete de metrô custa € 4,50 para ser utilizado durante 24 horas, em quantas viagens você fizer. O vagão é lindo, limpo, fresquinho e diversas linhas levam você para todos os lugares possíveis.
Um lugar incrível como a National Gallery é de graça. Mais de 2.300 obras de artes impressionantes e raríssimas de nomes como Monet, Van Gogh, Cézanne em várias salas, em exbição permanente, e você não paga nada. Tudo bem, se não quiser se perder, precisa pagar pelo mapa. Mas quem se importa em se perder lá dentro?! De qualquer forma, sempre tem um funcionário para orientar os perdidos. Logo, o mapa nem é tão essencial assim. Os parques também são uma ótima opção de passeio. Enquanto nas praias do Rio de Janeiro o aluguel diário de uma cadeira custa em média R$ 3,00, no Hyde Park é de graça. Você fica ali, admirando a paisagem (tem até esquilo! Uma fofura!) e ainda tem um lugar para sentar, limpo, inclusive.
Eduardo Paes, será mesmo que os serviços do Rio de Janeiro precisam custar tão caro assim? Se a desculpa é a qualidade, então Londres precisa rever os conceitos. Melhor cobrar o equivalente ao salário mínimo no Brasil para qualquer pessoa simplesmente sair de casa.
Campanha do dia: Preserve as cadeiras que você alugou e o transporte público. Já pagamos bem caro por isso tudo.



